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Pense menos e viva mais: como liberar sua mente e aproveitar a vida
Viver Para Vencer – Edição #017
Quem nunca perdeu horas tentando “resolver” mentalmente uma situação, mas acabou ainda mais cansado e sem resposta?
Você deita na cama, pronto para dormir, e fica relembrando cada detalhe daquela reunião que parece não sair da cabeça. Repassa uma conversa como se fosse possível voltar no tempo e dar outra resposta. Cria mil cenários de futuro, a maioria deles negativos. Parece familiar para você?
Esse é o retrato do pensamento excessivo, ou overthinking. À primeira vista, pode até parecer algo positivo, como um sinal de inteligência, cuidado e planejamento. Mas, na prática, é apenas um sintoma de uma prisão invisível – pensar demais.
É uma coisa que rouba energia, gera ansiedade, mina nossa autoestima e faz com que a vida real – que acontece no aqui e agora – passe despercebida.
Pois é exatamente sobre isso que o livro Pense Menos e Viva Mais, de Nick Trenton, fala com tanta clareza. Ele mostra que não se trata de “parar de pensar”, mas de aprender a pensar de forma mais leve, clara e produtiva. O segredo, assim, não é desligar o cérebro, mas liberar espaço mental para o que realmente importa.
Neste artigo, a gente vai mergulhar nas principais ideias do livro e entender como aplicar esses princípios no dia a dia.
1 – O que é o pensamento excessivo e como ele rouba nossa energia

Pensar demais é como ter uma televisão ligada na cabeça, com vários canais ao mesmo tempo, todos competindo pela sua atenção. Um canal passa cenas do passado, outro mostra visões do futuro, outro exibe críticas internas e dúvidas sem fim. Você tenta assistir a todos de uma vez, mas só fica confuso e cansado.
Esse hábito é comum: ficar remoendo uma conversa no trabalho, imaginando o que deveria ter sido dito; preparar mentalmente mil versões para um encontro importante; ou perder horas pensando em “e se isso acontecer?”.
O resultado? Uma mente sobrecarregada que consome energia, mas não produz ação. É como se estivéssemos tentando correr na areia fofa da praia: muito esforço, pouco movimento.
Como Trenton salienta no seu livro, o excesso de pensamento não é um escudo protetor. Não nos previne de errar nem nos garante sucesso. Pelo contrário, nos paralisa. Enquanto a mente insiste em repetir os mesmos cenários, a vida real continua acontecendo sem a nossa participação ativa.
2 – Dar atenção ao que podemos controlar

Uma das melhores lições do livro é distinguir entre o que está dentro e o que está fora do nosso controle. Parece óbvio, mas raramente colocamos isso em prática.
Por exemplo: você pode se preparar para uma entrevista de emprego, mas não pode controlar o humor do recrutador. Pode se esforçar para dar o seu melhor em um projeto, mas não muda a opinião de todos os colegas. Pode (e deve) se relacionar bem com todos, mas não tem poder sobre o comportamento de cada um.
Quando gastamos energia com o que foge do nosso alcance, nos desgastamos à toa. É como tentar segurar a chuva com as mãos. Ao contrário, quando damos atenção ao que realmente depende de nós, o cenário muda. Surge uma sensação de clareza, de direção, de paz.
Uma prática sugerida é fazer duas colunas rápidas:
O que depende de mim.
O que não depende de mim.
Se está no lado que depende de você, aja. Se não está, aceite e siga em frente. Esse simples exercício pode cortar horas de pensamentos inúteis.
3 – Viver o presente: o antídoto contra a ruminação

Grande parte do pensamento excessivo acontece porque a mente insiste em viver no tempo errado. Ficamos presos ao passado, revivendo erros, ressentimentos e arrependimentos. Ou presos ao futuro, imaginando desastres que provavelmente nunca acontecerão.
E, nesse processo, o presente é ignorado.
Nick Trenton mostra que o presente é o único lugar onde temos poder real de ação. Só aqui podemos decidir, mudar, agir. O presente é como um palco: o passado é a cena anterior, o futuro ainda está nos bastidores. Se não estivermos no palco agora, perdemos a chance de atuar (bonita metáfora, essa).
Uma forma prática de treinar isso é através do mindfulness, a atenção plena. Não se trata de algo complicado, mas de trazer a mente de volta para o que está acontecendo. Respirar fundo. Observar o ambiente ao redor. Prestar atenção ao próprio corpo.
Exemplos simples:
Caminhar sem olhar para o celular, apenas observando as ruas e as pessoas.
Comer devagar, saboreando cada pedaço, em vez de engolir no automático.
Ouvir alguém com atenção real, sem preparar a resposta na cabeça.
Essas pequenas práticas ancoram a mente no agora. E, quando estamos no presente, a ansiedade perde força.
4 – Reenquadrar pensamentos e cultivar a gratidão

A forma como interpretamos as situações define o impacto que elas têm sobre nós. Muitas vezes, não é o problema em si que nos derruba, mas o jeito como olhamos para ele.
É aí que entra o reenquadramento (reframing), que significa mudar a lente pela qual enxergamos os acontecimentos. Em vez de pensar “fracassei”, podemos pensar “aprendi o que não funciona”. Em vez de “nunca tenho sorte”, podemos pensar “talvez eu precise criar novas oportunidades”.
Esse exercício muda a narrativa interna e abre espaço para novas possibilidades.
E, quando somamos a isso a prática da gratidão, o efeito é ainda maior. Ao agradecer, nossa mente treina enxergar o positivo, mesmo em dias difíceis.
Um exercício poderoso é anotar três coisas boas do dia antes de dormir. Não precisam ser grandes feitos: pode ser um sorriso recebido, um café saboroso, ou simplesmente o fato de ter conseguido descansar alguns minutos.
Com o tempo, a gratidão reprograma o cérebro para dar atenção ao que funciona, e não apenas ao que falta. É como trocar a lente embaçada por uma lente limpa: o mundo continua o mesmo, mas você passa a vê-lo com mais clareza e com cores vivas.
5 – Autocuidado e limites: pensar menos é cuidar mais de si

Não há como manter a mente leve em um corpo exausto ou em uma rotina caótica. Pensar menos também significa cuidar de si.
O corpo e a mente são aliados inseparáveis. Dormir mal, comer de forma desregrada e passar o dia inteiro sem pausas contribuem para que os pensamentos fiquem acelerados. O contrário também é verdadeiro: uma rotina equilibrada traz clareza mental.
Trenton lembra que o autocuidado não é um luxo, mas uma necessidade. Envolve descanso, sono de qualidade, alimentação equilibrada, movimento corporal e momentos de lazer. Até pequenas pausas já ajudam a desacelerar o fluxo mental.
Outro ponto essencial é aprender a colocar limites. Dizer “não” quando necessário, evitar sobrecarga de informações, reduzir o tempo gasto em redes sociais. Muitas vezes, o excesso de estímulos é o combustível do pensamento excessivo.
Exemplo prático: desligar notificações do celular em determinados horários, estabelecer um horário fixo para dormir, reservar 20 minutos do dia para um hobby. Essas ações simples criam um espaço de respiro para a mente.
Quando cuidamos do corpo e organizamos a rotina, a mente agradece. E, nesse espaço de equilíbrio, o “pensar menos” acontece naturalmente.
E agora?
O pensamento excessivo é como um ladrão silencioso: rouba nossa energia, nossa alegria e nossa presença. Prende a gente ao passado, paralisa diante do futuro e nos impede de viver plenamente o agora.
Mas o livro Pense Menos e Viva Mais nos lembra que existe um caminho diferente. Dar atenção ao que podemos controlar, viver o presente, reenquadrar os pensamentos, cultivar a gratidão e cuidar de si são passos reais, práticos e transformadores.
A hora de experimentar é agora. Você não precisa aplicar todas as ideias de uma vez. Escolha apenas uma atitude para começar: fazer a lista do que depende de você, agradecer por três coisas antes de dormir ou dar uma caminhada sem celular.
Aos poucos, essas pequenas mudanças criam um efeito dominó positivo. Sua mente começa a se sentir mais leve, suas decisões ficam mais claras e sua vida ganha mais cor.
Pensar menos não é desligar-se da vida. É justamente o contrário: é se conectar com ela de forma plena, consciente e vibrante.
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