Emoções fora de controle? Descubra como virar esse jogo

Viver Para Vencer – Edição #012

Quem nunca se sentiu dominado por uma explosão de raiva, um ataque de ansiedade ou aquela tristeza que chega sem avisar?

Às vezes, parece que a gente perde o controle da própria mente e que as emoções decidem por nós. O dia desanda, os relacionamentos sofrem e a sensação de impotência só aumenta.

Mas será que precisa ser assim?

No livro O Poder das Emoções, o autor Thibaut Meurisse mostra que, embora a gente não controle o que sente, é possível mudar completamente a forma como reagimos às emoções. E essa mudança pode transformar não só nossos comportamentos, mas toda a nossa vida.

Neste artigo, você vai aprender como sair do piloto automático emocional e virar o jogo. Não se trata de reprimir sentimentos ou fingir que está tudo bem. Mas de desenvolver a capacidade de observar, compreender e redirecionar o que se passa dentro de você — com mais consciência, leveza e liberdade.

Você não controla tudo o que sente, mas pode escolher o que faz com o que sente.

1 – O que são emoções e por que elas nos dominam

Emoções são reações naturais que acontecem quando interpretamos o que vivemos. Elas não surgem do nada: têm sempre uma causa, ainda que muitas vezes a gente não perceba de imediato.

Imagine a cena: você está dirigindo e alguém fecha sua passagem no trânsito. A raiva vem na hora. Mas será que é só a fechada? Ou é o acúmulo de coisas na mente que, na hora, a gente não consegue traduzir?

Thibaut Meurisse vai a fundo nesse ponto e explica que o problema não é a emoção em si. Emoções como medo, raiva e tristeza são normais — melhor dizendo, são sinais. O problema está em como você reage a elas. Quando age no impulso, sem perceber o que está sentindo, você entrega o controle da sua vida para essas emoções.

A proposta do autor é simples e poderosa: aprenda a observar o que sente sem se identificar com isso. Em vez de pensar “Eu estou com raiva”, diga “Estou sentindo raiva”. Isso já muda a relação com o sentimento. Você para de ser a emoção — e passa a ser alguém que a observa. Esse distanciamento é o primeiro passo para virar o jogo.

2 - Os gatilhos escondidos: como seus pensamentos moldam seus sentimentos

Se as emoções nascem da forma como interpretamos o mundo, então é preciso olhar com mais atenção para os nossos pensamentos. O que você pensa quando alguém critica seu trabalho? “Sou um fracasso”; “Nunca vou conseguir agradar” ou “Isso é apenas uma opinião”?

Esses pensamentos funcionam como lentes. Duas pessoas podem passar pela mesma situação e reagirem de formas totalmente diferentes. Por quê? Porque pensam diferente sobre o que está acontecendo. Por trás de cada emoção forte, geralmente há uma crença antiga que está sendo tocada.

Thibaut Meurisse chama isso de “identidade emocional”. Se você se vê como alguém inseguro, rejeitado ou insuficiente, qualquer situação que toque nessas feridas vai disparar emoções intensas. São os famosos gatilhos emocionais.

Para virar esse jogo, o primeiro passo é reconhecer os padrões. Observe o que você pensa quando se sente mal. Essas ideias são verdadeiras? São úteis? Ou são histórias antigas que você pode começar a reescrever?

As emoções mudam quando a forma de pensar muda. E você tem mais controle sobre isso do que imagina.

3 - Como interromper o ciclo da reação automática

Você já se pegou dizendo ou fazendo algo sem pensar, e depois se perguntando: “Por que eu agi assim?”. Isso acontece porque, na maior parte do tempo, estamos reagindo no automático. Emoção vem, reação dispara. Sem pausa, sem filtro.

Mas há uma boa notícia: esse ciclo pode ser interrompido. Como? Criando um pequeno espaço entre o que acontece e a sua resposta. E esse espaço se constrói com consciência.

A atenção plena (ou mindfulness, como chamam os novos estudiosos da matéria) é uma das ferramentas mais eficazes para isso. Ela ensina você a perceber o que está sentindo no momento em que está sentindo, sem precisar agir de imediato.

Na prática:

  • Alguém te provoca? Respire antes de responder.

  • Sentiu raiva ou ansiedade? Dê nome a isso: “Estou com raiva”; “Estou tenso.”

  • Pergunte-se: “O que seria mais útil fazer agora?”.

Esses segundos de pausa não são perda de tempo — são oportunidade de escolha. E, toda vez que você escolhe agir com mais consciência, enfraquece o poder da emoção sobre você.

É assim que se vira o jogo: uma pausa por vez.

4 - Reescrevendo o seu roteiro interno: mude sua identidade

Você age de acordo com a imagem que tem de si mesmo. Se acredita que é ansioso, desorganizado ou fraco, é assim que vai se comportar. Mas essa identidade emocional é só uma história que você aprendeu a repetir. E histórias podem ser reescritas.

Muitas das emoções negativas que sentimos vêm de crenças antigas e distorcidas sobre quem somos. Meurisse mostra que, se você quer mudar suas emoções, precisa começar por mudar a forma como se enxerga.

Isso não acontece da noite para o dia. Mas pode começar agora:

  • Substitua frases como “Eu sou muito nervoso” por “Estou aprendendo a me acalmar”;

  • Use afirmações que reforcem a pessoa que você quer se tornar: “Eu sou calmo sob pressão”, “Eu lido bem com desafios”;

  • Visualize situações futuras em que você age com equilíbrio — e sinta isso no corpo.

Não se trata de se enganar, mas de treinar o cérebro para criar conexões. Você não precisa continuar preso a uma versão limitada de si mesmo.

Você pode ser quem decide ser — inclusive emocionalmente.

5 – Emoções como aliadas: como usá-las a seu favor

Dominar as emoções não é eliminar o que sente. É aprender a usar isso a seu favor. Toda emoção tem uma função. Mesmo as mais desconfortáveis trazem mensagens importantes.

A raiva, por exemplo, pode sinalizar que alguém passou dos seus limites. O medo pode mostrar que algo exige mais preparo. A tristeza pode pedir pausa e acolhimento.

Em vez de lutar contra o que sente, experimente ouvir. Pergunte:

  • “O que essa emoção quer me mostrar?”;

  • “Qual necessidade minha está sendo ignorada?”;

  • “Como posso agir com mais inteligência agora?”.

Quando você começa a traduzir as emoções, elas deixam de ser um peso e se tornam bússolas. Elas apontam para o que precisa de atenção. Para o que importa. Para o que está fora do lugar.

Você não precisa se livrar das emoções. Precisa aprender a navegar por elas com mais consciência — como um bom capitão faz com o mar.

E agora?

Se você chegou até aqui, já entendeu: o segredo não é controlar o que sente, mas decidir o que fazer com o que sente.

Dominar as emoções não é virar um robô frio, nem negar o que acontece dentro de você. É ter liberdade. Liberdade para respirar antes de explodir. Para escutar antes de reagir. Para agir com clareza mesmo quando tudo parece cinzento.

Esse processo exige prática. Mas cada passo já é uma vitória. Cada pequena escolha consciente afasta você do descontrole e aproxima de uma vida mais leve, mais lúcida e mais plena.

Você pode começar hoje. Agora mesmo. Sem pressa, sem culpa, mas com compromisso. E, sempre que se esquecer, lembre desta pergunta:

Se você não é suas emoções, quem você decide ser a partir de agora?

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Um abraço e até o nosso próximo encontro.

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