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Como cuidar da saúde mental e viver melhor: atitudes que fazem a diferença
Viver Para Vencer – Edição #013
Se você tem mais de 25 anos, provavelmente já sentiu o peso de ter que dar conta de tudo ao mesmo tempo: trabalho, orçamento, pressão da família, saúde. É muita coisa.
O pior é quando a gente sente que não está avançando como acha que deveria. Ou que não atingiu as metas que traçou para aquele momento. Tudo isso se soma às obrigações normais, criando um torvelinho na cabeça.
O fato é que, quando a gente não dá uma parada e olha para dentro, a saúde mental começa a balançar. Mas será que tudo isso vale a pena?
Pode ter certeza que não. A vida pode ser mais leve do que parece. Você não precisa esperar as coisas desandarem para começar a se cuidar.
No livro As oito etapas para alcançar o bem-estar, os psicólogos Elaine e Henry Brzycki mostram que o bem-estar não é um luxo, mas uma construção. E o melhor: é possível começar essa construção agora mesmo, com atitudes simples.
Neste artigo, você vai conhecer os principais aprendizados do livro, com dicas práticas e diretas para o seu dia a dia.
1 – Bem-estar vai muito além de não estar triste

É comum pensar que estar bem é apenas não estar doente, estressado ou deprimido. Mas essa é uma visão muito simplificada da realidade.
No livro, Elaine e Henry Brzycki analisam o bem-estar a partir de oito aspectos (daí o título da obra): emocional, ambiental, financeiro, social, intelectual, físico, espiritual e ocupacional.
Não vamos falar aqui de cada um deles, até porque não é esse o propósito do nosso artigo, mas a lista é importante para saber que o bem-estar envolve um todo composto por várias partes.
Imagine que a sua vida é uma mesa. Se uma das pernas está bamba, a mesa inteira fica instável. O mesmo acontece quando, por exemplo, você está bem no trabalho, mas se sente perdido emocionalmente. Ou quando tem bons amigos, mas o seu corpo está esgotado. Tudo está conectado. Uma coisa influencia a outra, mesmo que você não perceba.
Por isso, o primeiro passo é observar onde as coisas estão desequilibradas e, então, começar a cuidar de si de forma integral.
Não é sobre consertar tudo de uma vez, e sim perceber onde você pode começar.
2 – Comece se perguntando: Qual é o meu propósito?

A palavra "propósito" pode parecer grande ou até meio confusa. Mas ela não precisa ter nada de complicado. Ter um propósito é ter uma direção. É acordar sabendo por que você faz o que faz — mesmo que ainda esteja descobrindo o caminho.
Segundo os autores do livro, quando a gente tem um motivo interno claro, fica mais fácil tomar decisões, lidar com frustrações e dizer “não” ao que não faz sentido. E não precisa esperar o momento ideal para isso. O propósito vai sendo construído aos poucos, com base no que faz sentido para você hoje.
Se quiser começar, aqui vai uma sugestão simples: escreva três coisas que dão energia ou motivação no seu dia a dia. Depois, pense em uma pequena atitude que aproxime você disso. Pode ser estudar um assunto novo, conversar com alguém inspirador ou simplesmente refletir em silêncio.
O propósito não é algo que você encontra pronto — é algo que você cultiva com o tempo.
3 – Emoções não são inimigas: são sinais

A gente cresce e passa boa parte da vida ouvindo que sentir raiva, tristeza ou medo é sinal de fraqueza. Que o ideal é ser sempre positivo, forte e “de boa”. Mas a verdade é que ignorar o que você sente só atrasa seu processo de autoconhecimento.
As emoções são sinais. Elas mostram que algo está acontecendo dentro de você e, por isso, merecem ser ouvidas. Quando você sente tristeza, por exemplo, pode ser um pedido interno de acolhimento. Quando sente raiva, talvez esteja percebendo uma injustiça. E, quando sente medo, pode ser só o seu corpo tentando proteger você.
Aprender a identificar e dar nome às emoções é um dos maiores atos de autocuidado. Em vez de lutar contra o que sente, experimente fazer uma pausa e se perguntar: “O que estou sentindo agora? O que isso me diz sobre mim?”.
Se quiser, faça o seguinte exercício por alguns dias:
Escreva a frase “Hoje eu estou me sentindo ___ porque ___”.
Esse hábito simples pode te ajudar a se escutar com mais clareza.
4 – Autocuidado é atitude, não aparência

Hoje em dia se fala muito de autocuidado nas redes, mas quase sempre associado a algo bonito e vistoso. Quando se trata do público feminino, então, o assunto fica até meio artificial, para decepção das mulheres: spa, velas aromáticas, estética – e não sai daí. Para os homens a realidade também não muda muito.
Tudo isso pode ser bom, mas não é o essencial. Longe disso.
A verdade é que autocuidado real não é sobre gastar dinheiro, mas agir a seu favor. É dormir o suficiente, alimentar-se bem, respeitar seus limites, manter relações saudáveis e saber quando parar. É ter coragem de dizer “não” para o que afasta você de si mesmo.
Pode parecer básico, mas veja quanta diferença isso faz na prática:
Ir dormir e acordar no mesmo horário, mesmo que sem obrigação;
Fazer uma caminhada curta, só para movimentar o corpo e respirar;
Comer algo nutritivo com presença e sem culpa;
Passar menos tempo nas redes sociais;
Fazer algo só por prazer: ouvir música, ler, escrever, desenhar.
Tome uma dessas atitudes e pratique-as por uma semana. Veja o que muda. Não se preocupe em fazer uma lista de tarefas, pois autocuidado não é isso – é uma forma de existir com mais gentileza consigo mesmo.
5 – Ninguém cuida da mente sozinho

A gente vive num mundo que valoriza a independência. Mas, quando o assunto é saúde mental, o apoio dos outros faz muita diferença. Ter com quem conversar, alguém que escute de verdade, já é metade do caminho.
Não é vergonha pedir ajuda. Pelo contrário, reconhecer que precisa de apoio é sinal de maturidade emocional. Seja um amigo, um familiar, um professor ou um terapeuta — o importante é não se isolar.
E vale lembrar: você também pode ser esse apoio para alguém. Relações saudáveis são feitas de trocas, presença e escuta.
Se estiver se sentindo sobrecarregado, considere dar um passo simples:
Envie uma mensagem para alguém de confiança;
Marque um encontro só para falar da vida, sem pressa;
Se puder, procure ajuda profissional. Mesmo que esteja “tudo bem”.
Você não precisa carregar tudo sozinho.
E agora?
Cuidar da sua saúde mental não é um projeto a longo prazo. É algo que começa hoje, com pequenas escolhas. Cada respiração consciente, cada limite respeitado, cada gesto de carinho consigo mesmo conta.
O bem-estar não vem de fórmulas mágicas: ele nasce quando você começa a olhar para si com atenção, honestidade e coragem. Não importa onde você esteja agora — sempre dá para mudar a direção.
Então aqui vai um convite: escolha um único passo para dar ainda hoje. Pode ser uma pausa. Um texto escrito. Um silêncio respeitado. Uma ligação feita. Um limite colocado.
Você não precisa ter tudo resolvido. Só precisa se comprometer com o seu próprio cuidado.
E, a partir daí, seguir com leveza.
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Um abraço e até o nosso próximo encontro.
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